Kyoto: os 1600 templos que sobreviveram à bomba
Kyoto foi capital do Japão durante mais de mil anos e, ao contrário de Tóquio ou Osaka, escapou quase intacta à Segunda Guerra Mundial — por isso ainda tem mais de 1600 templos budistas e 400 santuários xintoístas espalhados pela cidade. É um lugar onde arranha-céus quase não existem por lei, para não tapar a vista das colinas, e onde ainda se cruzam gueixas verdadeiras a caminho do trabalho em Gion. Não é uma cidade para "ver rápido": pede caminhadas lentas entre bambus, portões vermelhos e casas de madeira machiya.
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Fushimi Inari Taisha
O santuário dos milhares de portões torii vermelhos que sobem a montanha Inari; vale a pena subir até ao topo ao início da manhã para escapar às multidões.
Kinkaku-ji (Pavilhão Dourado)
Templo zen coberto a folha de ouro que se reflete num lago artificial — reconstruído em 1955 depois de um incêndio provocado por um monge.
Arashiyama - Bosque de Bambu
Caminho estreito entre bambus gigantes que criam uma luz e um som próprios; combine com a visita ao templo Tenryu-ji, ali ao lado.
Kiyomizu-dera
Templo de madeira erguido sobre uma plataforma suspensa, sem um único prego na estrutura, com vista sobre a cidade e as colinas.
Bairro de Gion
O distrito histórico das gueixas (geiko, em Kyoto) e maiko, com ruas de casas machiya, chás-de-casa e o teatro Minamiza.
Ginkaku-ji (Pavilhão de Prata)
Apesar do nome, nunca chegou a ser revestido a prata; o jardim de areia rasgada e o musgo à volta são o verdadeiro destaque.
Nijo-jo
Castelo dos xoguns Tokugawa, com os famosos 'pisos de rouxinol' (uguisubari) que rangem de propósito para detetar intrusos.
Um Dia em Kyoto
O Que Comer
Kyoto é o berço da culinária kaiseki e de uma cozinha vegetariana budista refinada, herdada dos monges dos templos.
Março a maio, para a floração das cerejeiras, ou outubro e novembro, quando os bordos (momiji) ficam vermelhos — são também as épocas mais cheias, por isso reserve alojamento com antecedência.
A rede de autocarros municipais cobre a maior parte dos templos e é mais prática do que o metro, que tem apenas duas linhas; vale a pena comprar o passe diário de autocarro. Bicicleta também funciona bem, já que Kyoto é plana e tem ciclovias ao longo dos rios.
Visite Fushimi Inari ao nascer do sol ou depois das 18h: durante o dia enche-se de grupos turísticos, mas de manhã cedo pode ter os portões praticamente só para si.
Perguntas Frequentes
Quantos dias são precisos para conhecer Kyoto?+
Três dias inteiros dão para ver os principais templos e bairros com calma; quem quiser incluir Uji ou Nara como excursão de um dia deve somar mais uma jornada.
É preciso reservar os templos com antecedência?+
A maioria dos templos não exige reserva, mas locais muito procurados como o jardim de musgo do Saiho-ji pedem inscrição prévia por carta ou online.
Kyoto é caminhável ou é preciso usar transportes?+
O centro histórico dá para caminhar, mas os grandes templos ficam dispersos nas colinas à volta da cidade, por isso o autocarro ou a bicicleta são quase indispensáveis.
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