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Kyoto: os 1600 templos que sobreviveram à bomba

Kyoto foi capital do Japão durante mais de mil anos e, ao contrário de Tóquio ou Osaka, escapou quase intacta à Segunda Guerra Mundial — por isso ainda tem mais de 1600 templos budistas e 400 santuários xintoístas espalhados pela cidade. É um lugar onde arranha-céus quase não existem por lei, para não tapar a vista das colinas, e onde ainda se cruzam gueixas verdadeiras a caminho do trabalho em Gion. Não é uma cidade para "ver rápido": pede caminhadas lentas entre bambus, portões vermelhos e casas de madeira machiya.

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Pontos de Interesse

1

Fushimi Inari Taisha

O santuário dos milhares de portões torii vermelhos que sobem a montanha Inari; vale a pena subir até ao topo ao início da manhã para escapar às multidões.

2

Kinkaku-ji (Pavilhão Dourado)

Templo zen coberto a folha de ouro que se reflete num lago artificial — reconstruído em 1955 depois de um incêndio provocado por um monge.

3

Arashiyama - Bosque de Bambu

Caminho estreito entre bambus gigantes que criam uma luz e um som próprios; combine com a visita ao templo Tenryu-ji, ali ao lado.

4

Kiyomizu-dera

Templo de madeira erguido sobre uma plataforma suspensa, sem um único prego na estrutura, com vista sobre a cidade e as colinas.

5

Bairro de Gion

O distrito histórico das gueixas (geiko, em Kyoto) e maiko, com ruas de casas machiya, chás-de-casa e o teatro Minamiza.

6

Ginkaku-ji (Pavilhão de Prata)

Apesar do nome, nunca chegou a ser revestido a prata; o jardim de areia rasgada e o musgo à volta são o verdadeiro destaque.

7

Nijo-jo

Castelo dos xoguns Tokugawa, com os famosos 'pisos de rouxinol' (uguisubari) que rangem de propósito para detetar intrusos.

Um Dia em Kyoto

7h00
Fushimi Inari Taisha — Subida tranquila entre os torii antes da chegada dos grupos turísticos.
10h00
Mercado Nishiki — Pequeno-almoço tardio e prova de petiscos locais no 'mercado da cozinha de Kyoto'.
13h00
Kinkaku-ji — Visita ao Pavilhão Dourado e passeio pelo jardim à volta do lago.
16h00
Arashiyama — Caminhada pelo bosque de bambu e visita ao templo Tenryu-ji antes do pôr do sol.
19h00
Gion — Jantar num restaurante local e passeio pelas ruas antigas à procura de uma maiko a caminho do trabalho.

O Que Comer

Kyoto é o berço da culinária kaiseki e de uma cozinha vegetariana budista refinada, herdada dos monges dos templos.

Kaiseki · Sequência de pequenos pratos sazonais, servida com enorme cuidado estético — a alta gastronomia tradicional japonesa nasceu aqui.
Yudofu · Tofu cozido em caldo simples de kombu, prato típico dos templos de Arashiyama, sobretudo perto do Tenryu-ji.
Obanzai · Comida caseira de Kyoto, pequenos pratos de vegetais da estação, servida em restaurantes simples do bairro de Nishiki.
Matcha e doces de Uji · Uji, perto de Kyoto, é a região histórica do chá verde; experimente matcha em pó, gelados ou os doces wagashi que o acompanham.
Melhor Época para Visitar

Março a maio, para a floração das cerejeiras, ou outubro e novembro, quando os bordos (momiji) ficam vermelhos — são também as épocas mais cheias, por isso reserve alojamento com antecedência.

Como Circular

A rede de autocarros municipais cobre a maior parte dos templos e é mais prática do que o metro, que tem apenas duas linhas; vale a pena comprar o passe diário de autocarro. Bicicleta também funciona bem, já que Kyoto é plana e tem ciclovias ao longo dos rios.

Dica de Local

Visite Fushimi Inari ao nascer do sol ou depois das 18h: durante o dia enche-se de grupos turísticos, mas de manhã cedo pode ter os portões praticamente só para si.

Perguntas Frequentes

Quantos dias são precisos para conhecer Kyoto?+

Três dias inteiros dão para ver os principais templos e bairros com calma; quem quiser incluir Uji ou Nara como excursão de um dia deve somar mais uma jornada.

É preciso reservar os templos com antecedência?+

A maioria dos templos não exige reserva, mas locais muito procurados como o jardim de musgo do Saiho-ji pedem inscrição prévia por carta ou online.

Kyoto é caminhável ou é preciso usar transportes?+

O centro histórico dá para caminhar, mas os grandes templos ficam dispersos nas colinas à volta da cidade, por isso o autocarro ou a bicicleta são quase indispensáveis.

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